ENCONTRO - XL
16/10/2010
Douro / Ferradosa
(S. João da Pesqueira)
No passado dia 16 de Outubro ocorreu o 40º encontro do nosso
Clube, com 31 clássicos, na sua maioria da Marca Opel,
destacando-se a presença dos sempre belos Olympia, Manta,
Rekord, 1604 S, Kadett, Commodore, entre outros aos quais também
se juntaram clássicos de outras marcas, como os sempre
divertidos Mini.
Em Águas Santas ocorreu o primeiro contacto e começou a
organizar-se a caravana dos nossos antigos, em direcção a
Amarante, Régua, S. João da Pesqueira e Ferradosa.
O destino final do nosso passeio, Ferradosa, é um local
fantástico, onde parece que o relógio pára para que nós, longe
do habitual reboliço citadino, nos rendamos à força da paisagem
dominada por um rio azul, apertado pelas margens montanhosas,
ora docemente trabalhadas nos seus socalcos quase geométricos,
ora mostrando as suas faces rochosas laminadas pelo tempo.
A estrada serpenteou até ao rio que deslizava lá em baixo e sob
os aconchegantes raios solares direccionou os nossos clássicos
até ao aprazível restaurante panorâmico Cais da Ferradosa, o
qual foi, em tempos idos, uma estação ferroviária, um local
agitado de entrada e saída de mercadorias e de passageiros.
Os clássicos desenvolveram as manobras de estacionamento mesmo
junto ao rio, na plataforma do cais e nós enchemos aquele calmo
e simpático ponto turístico a revisitar.
Os tectos e as estruturas de madeira do restaurante combinam-se
harmoniosamente com as paredes vidradas, que nos permitem a
contemplação da bela paisagem exterior, enquanto degustamos a
nossa gastronomia tradicional.
Ao almoço, seguiu-se um curto passeio de barco, até ao ponto do
antigo Cachão da Valeira em que descobrimos a inscrição memorial
do naufrágio, ocorrido em 12 de Maio de 1861, do barco onde
seguiam Dona Antónia Ferreirinha, a incontornável, determinada e
corajosa Rainha do Douro, e o Barão de Forrester, um apaixonado
estudioso deste rio.
O ar fresco invadiu os nossos rostos e fez-nos sentir
aventureiros do novo espaço. Pudemos ver passar o comboio, a
ligar Régua ao Pocinho, na outra margem, quase a tocar o rio, e
acenar aos seus passageiros.
Concluímos o nosso encontro em grande, com saboroso Porto de
honra em instalações de quinta vinhateira e entrega de prémios
de presença, desta vez com desenho - um típico Barco Rabelo
junto à Ponte D. Luís - da autoria da Associada Sara Bruna.
Este evento no rio Douro foi organizado por um sócio muito
especial na vida do nosso Clube, o Sócio Vítor Meirinho,
Administrador da Real Companhia Velha e Secretário da Junta de
Freguesia de São Mamede de Infesta, onde se localiza a actual
Sede do nosso Clube, inaugurada no passado dia 1 de Maio.
Desde então está a ser desenvolvido um interessante processo de
inserção do Clube nas forças vivas da Região, tendo como um dos
principais animadores o nosso estimado sócio Vítor Meirinho, a
quem endereçamos os nossos maiores agradecimentos.
Neste encontro, tivemos, pela sua mão, a oportunidade de
conhecer um pouco melhor a história que o rio Douro alberga bem
como a Real Companhia Velha e o recente projecto de exploração
de 1000 ha de vinha, através da junção das Quintas de Ventozelo
e das Carvalhas, incluídas na Região Demarcada do Douro,
classificada pela UNESCO desde Dezembro de 2001 como Património
da Humanidade.
Nestes destinos, ficamos sempre felizes com a sensação do muito
que se tem feito pela revitalização do Douro vinhateiro, com as
suas recentes iniciativas inovadoras e com o muito potencial que
ainda há para explorar.
No regresso a casa não faltaram as peripécias habituais
associadas aos percalços dos nossos antigos que por vezes teimam
em não cooperar na sua plenitude. A primeira foi a falta de
luzes de um Mini, depois a buzina de um Kadett B que activava
sempre que o volante assistia uma curva e finalmente outro
Kadett B que ficou sem gasolina, obrigando os nossos técnicos de
mecânica presentes, nomeadamente o nosso simpático e sempre
disponível Sócio Carlos Américo, a engendrar soluções
imaginativas para contornar estas situações.