O C.L.A.C. procedeu à organização do seu XVII Encontro Nacional Opel Clássico visitando uma vez mais a
Região de Turismo Dão-Lafões e contando com os importantes apoios da região de Turismo Dão-Lafões, da
C.M. de Castro Daire e da concessão Opel de Viseu Lemos & Irmão. Durante todo o Evento foi possível
contar com a presença contante de representantes destas Instituições, facto que muito agradecemos e registamos.
Uma vez mais os sócios do C.L.A.C. compareceram em peso com a presença de 35 clássicos Opel, destacando-se
os "velhinhos" de 1932 e 1933 - de Arlindo Pinto e Augusto Passos - que cumpriram todo o percurso
sem margem para reparos. A presença de um mecânico da empresa Lemos & Irmão resolvou com rapidez e eficácia
todas as pequenas avarias que aqui e ali surgiram. O Opel mais antigo de 1931, de Rui Martins, não pode estar
presente por uma avaria de ultima hora no radiador não reparável em tempo útil para lamento de muitos, e em
particular do próprio.
O programa foi muito ambicioso no sábado e contava com uma passagem por Castro Daire, com um almoço regional
na aldeia do Mesio - para mais tarde recordar: arroz de feijão com salpicão - e a uma viagem até à Serra de
Montemuro. Com efeito foi proposto à Comissão organizadora deste XVII Encontro uma viagem até ao "fim do
Mundo" passando por locais onde só passa um carro de cada vez, onde a beleza natural impera, onde a
indústria da construção e betão não chegou, onde os habitantes nos acolhem de braços abertos e pretendem dois
dedos de conversa, onde não existe rede de telemóvel, onde estamos entregues apenas a nós e longe de todo o
stress do dia-a-dia. Estes ingredientes só nos podiam levar ao "fim do Mundo" e assim fomos, sendo
de realçar que apesar de todas as encostas que se subiram e desceram, nunca um Opel teve qualquer problema
que não se resolvesse, incluindo os 2 mais Antigos presentes dos anos 30, cuja resistência mecânica é de
registar. Ficaram histórias inacreditáveis para contar sendo que a mais relevante foi a caravana ter ficado
bloqueada nela mesma, sem poder inverter a marcha já que se meteu numa estrada sem saída ... onde cabia
apenas um carro de cada vez ... e já lá iam 4 Km.
Passada toda esta aventura chegou o momento do repouso em Castro Daire nas Termas do Carvalhal onde jantamos
e pernoitamos, com direito animação nocturna regional, incluindo uma passagem de modelos com trajes regionais.
Promovendo o encontro com a cultura, no domingo de manhã visitamos o Museu Grão Vasco no centro de Viseu,
incluindo um pequeno passeio pelo Centro Histórico da Cidade, terminando este magnifico fim-de-semana com
um almoço inesquecível no Forno da Mimi em Viseu.
O C.L.A.C. está assim de boa saúde e recomenda-se, tendo, neste Encontro, atingido já a bonita meta de 100
associados, número inimaginável e acima de todas as previsões, mesmo as mais optimistas, efectuadas no início
do nosso movimento.